Formigas e Joaninhas
Com ajuda de uma amiga do peito, as obras “Misstress Ant Ge” e “Lady Bug Ge” saíram do papel e também da natureza.
Escolhi registrar as formigas pela sua essência, uma comunidade perfeita sobrevivendo há cerca de 130 milhões de anos, se escondendo no murmúrio noturno.
Já as joaninhas foram fotografadas por sua simbologia de amor, equilibrio e sorte, mesmo em sua metamorfose.
Delicadeza, detalhe e esforço representam a série Bugs.
No silêncio dos troncos, pulsa a memória secreta do tempo. Cada sulco é um vestígio de épocas passadas, cada cor, um sussurro da seiva que já correu vibrante.
Nesta série, a lente se aproxima das texturas como quem escuta confidências: há linhas que ondulam feito marés, rasgos onde a luz se infiltra tímida, espaços rubros que lembram carne viva, como se o tronco revelasse não apenas sua casca, mas também suas entranhas com vermelho intenso, abrindo brechas no marrom profundo da madeira.
Cada imagem é um convite ao devaneio: rostos se insinuam nos veios, olhos parecem despontar entre as fissuras, criaturas imaginárias espreitam na dança das cores. É matéria viva, feita de tempo, luz e sombra.