Uma série que traz um cenário de paz. Um vagar pelo mundo de quem se lança na vida, no ar e no [a]mar. Um infinito de possibilidades para quem vive de instantes, agoras e sutilezas. O vento que dita o rumo da folha, do pássaro, do barco e da alma que vaga. E desliza devagar, desprendida, [des]o[cupada].
Torrente é fluxo que não se pode nadar. Ela abre caminhos, invade, preenche, desagua, desaba. Torrente de vida que jorra, abundante, impetuosa e intensa. Ela desvia da pedra mas arranca a raiz. Uma força capaz de criar novas paisagens. Natureza moldando a natureza.
Sereno mar.
ser é no mar.
ser e amar calmaria,
maresia.
maré mansa.
azul que guia.
navega-te
A natureza e sua bossa. Desenha e redesenha a si mesma. Com suas sinuosas formas, saliências e reentrâncias. Equilibrando o côncavo e o convexo. Texturas, rachaduras. E o relevo que eleva a beleza de erodir pra se revelar mais bela.
Preto é força, mistério e sofisticação. Aqui ele reina, soberano.
Caminho de sombras. Penumbra. Esfinge. Desvenda-o.
É preciso saber a sombra para saber a luz.
Verão de mar brilhante ondas avançam ondas recuam. Mar que se derrama entre a areia e a espuma. Num constante sobe e desce, incrivelmente, nada se repete. Maré alta. Maré cheia. Maré viva! Aflui, espalha, se agita. Dissipa…
Cai e germina. Rompe a casca. Ciclos da vida. Cresce e floresce. Na folha a clorofila. O verde que acalma. A foto, em síntese, revela o resultado de um longo processo que nos garante vida. Respira e transpira. Exala, protege, abriga. Sente a natureza e a força que é renascer do chão. Vive.
Sob o sol da Toscana a mágica acontece! A cada esquina um encantamento diferente e um suspirar da alma. São imagens que tatuam no peito o sentimento de contentamento por adentrar a história em suas igrejas e construções ao mesmo tempo que a natureza nos presenteia com a luz e paisagens perfeitas. São memórias que merecem sempre ser revisitadas. São histórias que nos contam um pouco mais sobre nós.
Silêncio e luz é uma dança de sentimentos num quarto escuro. Uma sinfonia que nem todos podem ouvir. Pois é preciso estar voltado pra dentro, calar o mundo e lançar luz no íntimo mais profundo pra talvez enxergar uma sombra. Não é sobre o que se revela, mas o que se quer esconder.
Metrópoles, labirintos, vertigem. Escombros, esquinas. Almas vazias? O avesso do avesso do avesso. Ritmo veloz, vivaz. Vivo? Recomeço, concreto, resistência. Dilata, expande. Tem espaço? Sons, luzes, insônia. Encontros, partidas. Existe amor? Mais um sonho se [des] faz.